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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Literatura e literaturas

Literatura e literaturas

Numa praça Sabrina e Júlia apreciam livros como quem degusta um bom vinho.Elas estão lendo os respectivos livros de “Augusto Cury e Paulo Coelho”, quando de repente chega Paula, falando ao celular e carregando uma bolsa carregada de livros.
Paula (falando ao celular): Querido estou na praça. Não, não! Não posso abrir mão da companhia dos clássicos. (Pára e olha de cima a baixo, com desprezo para Júlia e Sabrina), é meu bem, essa praça já foi mais bem freqüentada. Antigamente era possível apreciar pessoas lendo Machado de Assis, Guimarães Rosa entre outros clássicos, hoje lêem porcarias.
Sabrina: Está se referindo a nós?
Paula (ainda no celular): Vou desligar meu bem (olhando para as garotas).
Júlia: Está falando de nós?
Paula: Estou por quê?
Sabrina: Por que digo eu!
Paula (tirando da bolsa “Grande Sertão: Veredas” da bolsa e com tom menosprezante): Olhe queridas, isso (mostrando o livro), isso é  Li-te-ra-tu-ta. Já ouviu falar em Guimarães Rosa?
Sabrina: já por quê?
Paula: veja bem, Guimarães Rosa, Machado de Assis, Mário de Andrade, Lima Barreto são Literatura. (Falando pausadamente) Isso e isso (pegando os livros das mãos de Sabrina e Júlia) não valem nada. Compreendeu?
Sabrina: Me desculpe, mas quem é você? Te conheço?
Júlia: E porque você se acha no direito de dizer o que devemos ou não ler?
Paula: Queridinhas prazer meu nome é Paula, e só estou querendo “abrir os olhos de vocês”, pra não ficarem perdendo tempo com essas... Esses “protótipos” de literatura. E além de não querer que vocês fiquem alienadas queridinhas!
Júlia: Queridinha, não! Meu nome é Júlia.
Paula (ri)
Júlia: Qual é a graça?
Paula: Nada não! É que até seu nome é de um desses romancezinhos baratos. Júlia, rsrs só falta dizer que seu nome é por causa do livro?
Júlia: minha mãe lia, você já leu por acaso?
Paula: Não! E não preciso ler pra saber que se trata de “lixo”
Sabrina: Como você julga o que nunca leu e vai dizendo que é ruim?
Paula: Para mim “Paulo Coelho, Jô Soares, Sidney Sheldon” não passam de subculturas.
Júlia: Os livros deles são best Sellers, você tem noção do que é um livro chegar a ser um best seller?.
Paula: Queridinha, o brasileiro não sabe apreciar o que é bom, aliás, em todo lugar há pessoas de mau gosto, que gosta de perder tempo.
Sabrina: pois eu já li O Alquimista, oO Xangô de Backer Street, e estou amando ler (mostrando o livro de Paulo Coelho), você deveria ler Paulo Coelho ao menos...
Paula: (interrompendo Sabrina): Eu já disse, mas vou repetir: eu não li, não vou ler, não gosto e tenho raiva de quem lê, portanto, passar bem! Ô gentinha!
Sabrina: não é que a gente ache Machado de Assis ruim, apenas não nos identifcamos com ele.
Júlia: Já não bastava na escola, ser obrigada a ler uns livros que eu não gosto. Não é que eu seja contra os clássico, só queria manter o prazer dde ler o que realmente eu gosto: Paulo Coelho, Jô Soares, Augusto Cury, Luís Fernando Veríssimo, etc.
Sabrina: Essa sociedade já está nos enchendo. Nos diz o que comer, o que beber, o que vestir, até o que ler. E se ela manda no que a gente ler ela nos diz o que pensar?


Um comentário:

  1. Passei aqui lendo. Vim lhe desejar um Tempo agradável, Harmonioso e com Sabedoria. Nenhuma pessoa indicou-me ou chamou-me aqui. Gostei do que vi e li. Por isso, estou lhe convidando a visitar o meu blog. Muito Simplório por sinal. Mas, dinâmico e autêntico. E se possivel, seguirmos juntos por eles. Estarei lá, muito grato esperando por você. Um abraço e fique com DEUS.

    http://josemariacostaescreveu.blogspot.com

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